APAE Campo Bom completa um ano de atendimentos do CAS TEAcolhe
Campo Bom celebra neste final de agosto, muito mais que uma data, mas, sim, um sonho que se tornou realidade, uma conquista coletiva e, principalmente, as histórias de tantas pessoas e famílias que passaram a contar com um espaço de cuidado, acolhimento e possibilidades.
No dia 18 de agosto de 2025, iniciaram os atendimentos do CAS TEAcolhe, na sede da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) Campo Bom. Um serviço regional especializado, com acesso regulado pelo Sistema de Gerenciamento de Consultas (Gercon), para atendimento e avaliação de casos de autismo, em todo o ciclo de vida, através de equipe multiprofissional com formação em Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).
Era o início de uma caminhada que não foi construída de forma simples. Foram muitos diálogos, articulações, desafios e esforços até que o CAS TEAcolhe pudesse se tornar realidade em Campo Bom, motivo de orgulho, gratidão e a certeza de que cada esforço valeu a pena. Neste primeiro ano, já são mais de 150 usuários atendidos e aproximadamente 1000 atendimentos por mês em 11 especialidades, realizados por uma equipe composta por 18 profissionais, comprometida com um cuidado integral, humanizado e individualizado. Esses números representam famílias acolhidas, histórias compartilhadas, vínculos construídos, conquistas celebradas, desafios enfrentados e novas possibilidades que começaram a surgir. É uma criança que conquista uma nova habilidade, uma família que encontra orientação e apoio, um adolescente que amplia sua autonomia, um adulto que encontra novas possibilidades de participação e tantas outras pequenas e grandes conquistas que dão sentido ao trabalho todos os dias, do CAS TEAcolhe, na APAE Campo Bom. Um trabalho que nasceu da união de pessoas e instituições que acreditaram que era possível avançar no cuidado às pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo e suas famílias.
A diretora do Centro de Atendimento em Saúde da APAE Campo Bom, Ana Cláudia Santos Hausladen, diz que o serviço na instituição vem cumprindo seu papel de forma muito satisfatória. “Conforme o objetivo inicial, estamos construindo caminhos de desenvolvimento, acolhimento e cidadania para pessoas com TEA e suas famílias”, observa.
A portaria que habilitou Campo Bom no CAS TEAcolhe foi assinada em 14 de junho e, a partir daí, a APAE é parceira, com sua estrutura, para os atendimentos do serviço e o Estado repassa R$ 100 mil mensais para a instituição.
Para o prefeito Giovani Feltes, os resultados alcançados neste primeiro ano dos serviços do CAS TEAcolhe mostram o acerto na parceria, representando mais uma conquista para a saúde de Campo Bom, resultado do trabalho sério que a gestão municipal realiza e da busca constante por recursos junto aos governos federal e estadual.
A secretária Municipal da Saúde, Luana Schnorr, ressalta que essa conquista representa grande avanço no atendimento, aproximando os serviços de quem mais precisa. No mês de abril do ano passado, a secretária integrou uma comitiva campo-bonense que foi ao Centro Administrativo Fernando Ferrari, em Porto Alegre, para conhecer de perto a estrutura do programa e iniciar esse diálogo tão importante. Após essa visita iniciaram-se os trâmites para a habilitação.
